O Concurso Bocuse D'Or
O Bocuse D'Or é o maior concurso mundial da cozinha internacional, que acontece em Lyon, na França de 2 em 2 anos; desde 1990. E é claro, tem como presidente, o chef Paul Bocuse.
O concurso é um tour pelas diversas culturas gastronômicas mundiais e tem o intuito de ser a vitrine para novos talentos, revelando novos horizontes para a gastronomia, a astúcia e a paixão dos autores de cada prato.
Os candidatos disputam o Troféu Bocuse D'Or durante 5 horas, numa elaboração de um mesmo prato.
Durante o concurso pode-se encontrar os maiores e melhores chefs da atualidade e ter acesso à todas e novas tecnologias do setor alimentício.

O Brasil estreou sua participação em 91 em 20º lugar, em 95 ficou em 16º, em 97 em 10º, em 99 em 12º e em 2003 19º.
Desde então vem dando a importância necessária que o concurso merece.

Para ser candidato é preciso ser nativo do país que representará e chegar a final de concursos eliminatórios em seu país. Finalistas jovens disputam acirradamente o esperado concurso francês. Resultado do Bocuse D'or 2003

Depois de passar mais de 220 horas treinando na cozinha do respeitado Chef de Cuisine Laurent Suaudeau, sob a supervisão atenta do Chef Roger Jaloux, braço direito de Paul Bocuse, o jovem Chef brasileiro Jefferson Rueda volta da nona edição do concurso Bocuse d'Or, realizado durante o Salão Internacional de Restauração e Hotelaria, em Lyon (França), entre os dias 28 e 29 de janeiro, - o Grand Prix da alta gastronomia - com um decepcionante 19º lugar, o pior resultado obtido até hoje.
Ao embarcar, expectativa da equipe era voltar ostentando, pelo menos, a oitava colocação.

"A dificuldade de se trabalhar desde o início com os ingredientes especificados pela organização fez toda a diferença", comentou o Chef Laurent Suaudeau, por telefone, de Lyon. A avaliação refere-se, ainda, ao grande vencedor do ano, a Noruega (que já ganhara duas outras edições), berço de um dos ingredientes obrigatórios da prova: a truta dos fiordes. "Eles tiveram apoio do governo, dos patrocinadores e da torcida, que cobria um terço da arquibancada", diz, desapontado, Laurent. Apesar de ter conseguido apoio do Conselho Norueguês de Pesca, no Brasil, a equipe chegou a treinar com salmão e trutas inadequadas por problemas de importação. "Não tivemos apoio da Apex ou do governo, nem na nora de liberar o produto na alfândega", ressente-se o Chef, que ajuda a formar os representantes brasileiros há mais de cinco anos

O segundo lugar do concurso ficou para a equipe francesa, país que foi campeão em quatro das nove edições.

"Este é um evento voltado para o mercado europeu e que, principalmente na França, os candidatos treinam o ano todo com os melhores chefs de cuisine, o que reduz ainda mais nossas chances", pontua Laurent.

Com representantes de 23 países, o Bocuse d'Or de 2003 teve como presidente do júri o festejado chef catalão Ferran Adriá (do restaurante El Bullí).